Matheus AlmeidaAdvogado Criminalista
Áreas de Atuação

Especialidade

Criptoativos e Bitcoin

Investigações envolvendo Bitcoin e criptoativos exigem domínio técnico que vai além do direito penal: rastreamento de blockchain, custódia de ativos, funcionamento de exchanges e protocolos descentralizados.

Poucos advogados brasileiros dominam suficientemente os aspectos técnicos das investigações com criptoativos. A maioria das defesas nessa área é construída sem compreender como funcionam as ferramentas forenses que a acusação utiliza.

Por que criptoativos são um campo à parte

A blockchain é pública, imutável e rastreável — propriedades que a investigação usa ao máximo. Mas cada transação é pseudônima, e a relação entre endereços de carteira e pessoas físicas raramente é direta. A defesa eficaz conhece as ferramentas de análise de blockchain que a acusação usa e sabe onde elas falham.

Exchanges e Obrigações de KYC/AML

Exchanges reguladas no Brasil (IN RFB 1.888/2019) têm obrigações de identificação de clientes e reporte de operações suspeitas. Investigações frequentemente partem de dados reportados por essas plataformas. A defesa analisa se os dados foram obtidos com autorização judicial adequada e se os procedimentos de compliance da exchange foram respeitados.

DeFi, NFTs e Protocolos Descentralizados

Protocolos de finanças descentralizadas operam sem intermediários identificáveis. A ausência de uma entidade central cria desafios de imputação que a legislação brasileira ainda não respondeu de forma clara. O escritório acompanha de perto as manifestações do COAF, CVM e Receita Federal sobre o tema.

Crimes de Pirâmide Financeira com Criptoativos

Operações apresentadas como 'investimentos em cripto' que constituem esquemas de pirâmide são investigadas pela Polícia Federal sob a Lei 7.357/85 e o Código Penal. A defesa avalia se havia promessa de rendimentos, captação irregular e elementos de engodo, frequentemente contestando a qualificação jurídica da conduta.

Conceitos que importam

  • ·Análise de blockchain (Chainalysis, etc.)
  • ·Carteiras frias vs. carteiras quentes
  • ·Mixers e privacidade vs. lavagem
  • ·Jurisdição de exchanges offshore
  • ·COAF e reporte de criptoativos
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